O técnico do ABC, Marcelo Chamusca, fez duras críticas à postura de jogadores do Campinense após a realização dos dois amistosos entre as equipes na pré-temporada. As declarações foram dadas em entrevista à Rádio 96 FM de Natal, após a vitória do ABC por 1 a 0, na noite desta terça-feira (30), no Estádio Frasqueirão, em Natal.
Dentro de campo, o ABC levou a melhor no segundo confronto com gol do lateral-esquerdo Jefferson Vinícius, logo aos três minutos do primeiro tempo. No primeiro amistoso, disputado no dia 21 de dezembro, no Estádio Amigão, em Campina Grande, a Raposa havia vencido por 1 a 0, com gol de Hélio Paraíba.
“O comportamento extrapolou”
Segundo Marcelo Chamusca, o comportamento de alguns atletas do Campinense extrapolou o que se espera de jogos amistosos. O treinador citou, inclusive, a atitude do zagueiro Franklin, que entrou no segundo tempo da partida em Natal.
“O zagueiro que entrou no segundo tempo, acho que é o Franklin, veio xingando o árbitro, com uma atitude bem desrespeitosa, pra cima do nosso banco de reserva, e isso a gente não pode aceitar. Ele já tinha feito isso no primeiro jogo, jurando todo mundo, deu pancada, foi agressão pra tudo quanto é lado”, afirmou.
O comandante alvinegro também relembrou episódios ocorridos no primeiro amistoso, em Campina Grande, destacando o excesso de faltas e interrupções.
“No primeiro jogo foi pancada, o Thiaguinho saiu lesionado, quase com uma lesão grave, outros jogadores também tiveram trauma direto. O jogo parou não sei quantas vezes”, completou.
Técnico questiona ‘clima’ dos jogos
Chamusca demonstrou incompreensão com o ambiente criado nos dois confrontos, ressaltando que o principal objetivo de partidas desse tipo é dar ritmo e entrosamento às equipes.
“É um jogo amistoso, não vale três pontos. O objetivo é entrosar o time, dar ritmo para os jogadores. Eu não consigo entender por que criaram esse ambiente, que não ajuda em nada nenhum dos dois times”, destacou.
O treinador também afirmou que o comportamento visto no primeiro jogo acabou influenciando o segundo duelo.
“Com esse ambiente criado lá em Campina Grande, acabou trazendo isso para o segundo jogo aqui. O jogador reage, tem sangue, e isso transforma o jogo em algo mais duro, mais arriscado”, disse.
Existe essa rivalidade?
Outro ponto levantado pelo técnico do ABC foi a ausência de uma rivalidade histórica entre os clubes que justificasse tamanha tensão nos amistosos.
“Vou lhe ser sincero, nem sei se existe essa rivalidade entre Campinense e ABC. Já decidiram alguma coisa juntos? Já teve algum problema? Eu não sei de onde partiu isso”, concluiu.
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